Comitê pelo Voto Cidadão reúne-se pela primeira vez nesta campanha

Representantes da Cáritas e do Centro Arquidiocesano de Pastoral de Passo Fundo, do Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP), da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF) e da ABRACC – Associação Brasileira da Construção e Defesa da Cidadania, reuniram-se para a primeira reunião do Comitê do Voto Cidadão, que pretende trabalhar junto à Justiça Eleitoral da região na mobilização ao combate de abusos de poder, compra de votos e demais casos de corrupção durante a campanha política.

                Resgatar a consciência da importância do voto para se melhorar as diretrizes da sociedade em que vivemos, na busca pelo combate à corrupção eleitoral é um dos motes da campanha, que em reunião na tarde de quinta-feira (12) no Instituto de Filosofia Berthier retomou suas atividades. A proposta do comitê, que reúne representantes de entidades e movimentos da sociedade civil, é construir propostas que debatam e levem informação cidadã à sociedade sobre a consciência do poder do voto para se depurar a política.

                Na oportunidade, o coordenador da Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo, Luiz Costella, comentou sobre a importância da campanha que está sendo lançada, ressaltando o histórico da iniciativa. “O Comitê pelo Voto Cidadão foi lançado no ano 2000, a partir da criação da lei 9.840, que prevê a punição para quem compra ou vende votos. Um dos objetivos do comitê é buscar fortalecer a consciência desse aspecto nas pessoas da cidade. Se o eleitor vender o voto, além de ser crime, não pode cobrar do político eleito. Elas precisam entender a importância do voto”, afirmou Costella.

                Representando a ABRACC, instituição criada no ano de 2001 que presta consultoria voluntária a entidades e incentiva o fortalecimento dos movimentos sociais, Claudia Furlanetto comentou sobre as formas pela quais a campanha pode ganhar destaque durante o movimento eleitoral que já se iniciou. Para ela, não é apenas a população que deve ser motivada na busca por se melhorar a política. “Acredito ser importante que pautemos a questão das redes sociais, para se disseminar essas ideias que são tão valiosas. Também trabalho na perspectiva que os candidatos possam utilizar o material e divulgar, do ponto de vista cidadão, qual a importância do voto”, frizou.

                Conforme afirmou Paulo Carbonari, da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, as ações serão direcionadas em quatro tópicos principais. “Vamos procurar fazer uma reunião com juízes eleitorais, além produzir um manifesto, em forma de texto, para ser divulgado na imprensa. Procuraremos também informar os candidatos do movimento que adotamos, além de procurar levar esse tipo de conhecimento cidadão para as escolas”. Para ele, o papel do comitê não ultrapassa as determinações legais existentes. “Não nos cabe substituir o papel da Justiça Eleitoral, mas principalmente fazer cumprir as determinações”, comentou Carbonari.

                Além da divulgação da iniciativa nas redes sociais, serão produzidos e distribuídos materiais impressos. Vídeos também serão utilizados durante o engajamento das ideias.

Claudia representa a Associação Brasileira da Construção e Defesa da Cidadania (FOTO AFONSO GOBBI)

Claudia Furlanetto participou do encontro (FOTO AFONSO GOBBI)

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